Entender a diferença entre faceta e lente de contato dental pode parecer simples quando alguém resume tudo em duas frases: “a lente é mais fina” e “a faceta desgasta mais o dente”. Entretanto, essa explicação deixa de fora justamente aquilo que mais importa: a indicação clínica.
Facetas e lentes de contato dental pertencem ao universo das restaurações estéticas que recobrem principalmente a superfície frontal dos dentes. Além disso, ambas podem utilizar materiais cerâmicos capazes de reproduzir cor, textura e translucidez semelhantes às características naturais do esmalte.
Por outro lado, elas não atendem exatamente às mesmas necessidades.
As lentes costumam apresentar espessura reduzida e funcionam melhor quando o paciente precisa de mudanças mais delicadas, como pequenos ajustes de formato, proporção ou fechamento de espaços discretos. Já as facetas permitem maior liberdade para modificar dentes que apresentam alterações mais significativas de forma, volume, cor ou estrutura.
Entretanto, essa distinção não funciona como uma fronteira rígida.
Um paciente pode ouvir que precisa de uma “lente” e ainda necessitar de um pequeno preparo. Da mesma forma, uma faceta pode exigir um preparo bastante conservador quando o planejamento permite preservar grande quantidade de esmalte.
Por isso, a melhor pergunta não é simplesmente “qual é melhor: faceta ou lente?”. A pergunta mais útil é: qual delas permite alcançar o resultado desejado preservando o máximo possível da estrutura do meu dente?
Além disso, em alguns casos nenhuma das duas será a primeira escolha. Clareamento, ortodontia, resina composta ou tratamento gengival podem resolver a queixa de maneira mais conservadora.
Na Essence Odontologia Integrada, o planejamento de facetas e lentes considera posição dos dentes, mordida, quantidade de esmalte e características faciais. Dessa maneira, o tratamento pode buscar equilíbrio estético sem aplicar a mesma técnica para todos os sorrisos.
Neste artigo, você vai entender as principais diferenças entre facetas e lentes de contato dental, quando cada técnica pode ser indicada, quanto desgaste pode existir e quais fatores realmente devem orientar a escolha.
O que é uma faceta dentária?
A faceta é uma restauração que recobre principalmente a superfície frontal do dente.
O cirurgião-dentista planeja cada peça de acordo com a forma, posição, cor e proporção desejadas.
Além disso, o profissional precisa considerar a relação daquele dente com os demais, com a gengiva e com a mordida.
As facetas podem utilizar materiais cerâmicos, como diferentes tipos de porcelana, ou resina composta em determinados tratamentos.
Quando falamos especificamente de facetas cerâmicas, a restauração costuma ser confeccionada fora da boca, seja por laboratório especializado, seja por sistemas digitais de produção.
Depois, o dentista realiza a cimentação adesiva.
Por isso, a faceta não funciona como uma “capa solta”. Ela passa a integrar o conjunto restaurador por meio de um sistema adesivo específico.
O que é lente de contato dental?
A lente de contato dental também é uma restauração fina que recobre a face externa do dente.
Entretanto, costuma apresentar espessura menor e, principalmente, funcionar melhor em situações nas quais o dentista precisa acrescentar volume sem realizar grandes alterações na estrutura original.
Por exemplo, pequenos espaços entre dentes, alterações discretas de formato e dentes levemente menores podem apresentar condições favoráveis para uma abordagem mais aditiva.
Além disso, quando existe esmalte suficiente e espaço adequado, o profissional pode reduzir significativamente o preparo.
Em alguns casos, não existe necessidade de desgaste significativo.
Entretanto, isso não significa que toda lente possa ser simplesmente colada sobre qualquer dente.
Se o dente já está projetado para frente, possui grande volume ou apresenta posição desfavorável, adicionar cerâmica sem criar espaço pode produzir um resultado volumoso e artificial.
Por isso, o planejamento determina se uma lente realmente representa uma alternativa conservadora.
A principal diferença entre faceta e lente de contato dental é a espessura?
A espessura representa uma das diferenças, mas não explica todo o tratamento.
As lentes costumam ser mais finas. Já as facetas podem apresentar maior espessura quando o dentista precisa realizar alterações mais significativas.
Entretanto, focar somente em décimos de milímetro pode levar a uma interpretação equivocada.
O ponto mais importante é entender quanto espaço existe para a restauração.
Imagine um dente pequeno e retraído. Nesse cenário, o profissional pode conseguir acrescentar volume e melhorar a proporção com pouco ou nenhum desgaste.
Agora imagine um dente já muito projetado para frente. Nesse caso, adicionar a mesma quantidade de cerâmica pode deixá-lo ainda mais volumoso.
Portanto, a espessura da restauração deve nascer do planejamento e não de uma regra comercial.
Faceta desgasta mais o dente do que lente?
Em muitos casos, sim. Entretanto, essa frase precisa de contexto.
As facetas costumam aparecer em situações que exigem maior transformação. Consequentemente, o dentista pode precisar criar mais espaço para modificar forma, posição visual ou cor.
Já as lentes costumam funcionar melhor em casos nos quais pequenas adições já resolvem o problema.
Por isso, elas podem exigir menos preparo.
Entretanto, mesmo uma lente pode precisar de pequenos ajustes na superfície do dente.
Além disso, o conceito moderno de odontologia restauradora busca preservar esmalte independentemente do nome do tratamento.
Esse cuidado importa porque pesquisas mostram resultados muito favoráveis quando facetas cerâmicas permanecem predominantemente aderidas ao esmalte.
Uma revisão sistemática e meta-análise encontrou sobrevivência próxima de 99% para facetas aderidas principalmente ao esmalte. Já exposições extensas de dentina apresentaram resultados inferiores. Portanto, preservar esmalte representa uma vantagem biológica e adesiva importante.
Veja a revisão científica sobre facetas aderidas a diferentes substratos.
Lente de contato dental sempre é feita sem desgaste?
Não.
Essa é uma das maiores confusões relacionadas ao tema.
Existem casos nos quais o profissional consegue trabalhar com uma abordagem praticamente sem preparo. Entretanto, nem toda anatomia permite isso.
Além disso, uma revisão sistemática publicada recentemente comparou facetas sem preparo e facetas convencionais e encontrou bons resultados para abordagens minimamente invasivas em casos selecionados.
Entretanto, os próprios resultados precisam ser interpretados dentro das indicações corretas. Preservar estrutura dental é desejável, mas “não desgastar” não pode se tornar um objetivo maior do que produzir uma restauração bem posicionada e funcional.
Consulte a revisão sobre facetas sem preparo e facetas convencionais.
Portanto, uma lente realmente conservadora depende de espaço, posição e formato inicial do dente.
Quando a lente de contato dental costuma ser indicada?
As lentes podem funcionar muito bem quando o paciente já possui dentes relativamente bem posicionados e deseja realizar refinamentos.
Entre as situações possíveis estão:
- pequenos espaços entre os dentes;
- dentes discretamente menores;
- pequenas alterações de formato;
- assimetrias leves;
- desgastes pequenos;
- necessidade de acrescentar volume;
- ajustes delicados na proporção do sorriso.
Além disso, a quantidade de esmalte disponível influencia bastante a indicação.
Quanto mais o dentista consegue trabalhar dentro de uma proposta aditiva e preservar esmalte, mais sentido costuma fazer uma técnica ultraconservadora.
Por outro lado, alterações muito intensas podem ultrapassar aquilo que uma lente fina consegue mascarar adequadamente.
Quando uma faceta pode ser mais indicada?
As facetas oferecem maior liberdade de transformação.
Por isso, podem entrar no planejamento quando existe necessidade de alterar mais significativamente formato, volume ou determinadas características de cor.
Entre as situações possíveis estão:
- dentes bastante desgastados;
- alterações de formato mais marcadas;
- manchas profundas;
- restaurações anteriores extensas;
- fraturas maiores;
- necessidade de modificar proporção de maneira mais ampla;
- determinadas alterações de posição visual.
Entretanto, a faceta também precisa respeitar limites.
Por exemplo, um dente muito desalinhado pode se beneficiar mais da ortodontia do que de um grande desgaste para receber porcelana.
Assim, o dentista precisa comparar diferentes caminhos antes de definir o tratamento.
Faceta ou lente conseguem mudar a cor dos dentes?
Sim, porém em graus diferentes.
Quanto mais fina a cerâmica, maior tende a ser a influência da cor do dente que existe por baixo.
Por isso, lentes extremamente finas funcionam melhor quando o substrato apresenta uma tonalidade compatível com o resultado planejado.
Já uma faceta com maior espessura pode oferecer mais capacidade de mascaramento.
Entretanto, aumentar opacidade demais também pode produzir um aspecto artificial.
Por isso, o profissional precisa equilibrar espessura, translucidez, material e cor do dente.
Além disso, se a principal queixa do paciente for apenas tonalidade, o clareamento pode representar uma alternativa muito mais conservadora.
Qual das duas parece mais natural?
As duas podem apresentar excelente naturalidade.
O resultado depende muito mais do planejamento, material e execução do que simplesmente do nome utilizado.
Por exemplo, uma lente muito fina colocada sobre um dente sem espaço pode produzir excesso de volume.
Por outro lado, uma faceta corretamente planejada pode apresentar proporções extremamente naturais.
Além disso, cerâmicas modernas conseguem reproduzir características como translucidez, brilho e textura.
Por isso, o objetivo não deveria ser escolher a opção “mais fina”, mas aquela que permite criar uma restauração compatível com o sorriso.
Existe diferença na durabilidade entre faceta e lente?
Não existe uma resposta simples baseada apenas no nome.
A longevidade depende de fatores como material, quantidade de esmalte, qualidade da adesão, mordida, bruxismo, higiene e hábitos.
Uma revisão de 2024 sobre desempenho clínico das facetas destaca que desenho do preparo, substrato, material cerâmico e método de cimentação influenciam os resultados. :contentReference[oaicite:1]{index=1}
Além disso, uma meta-análise recente encontrou altas taxas de sobrevivência para diferentes tipos de cerâmica em acompanhamentos prolongados. Algumas cerâmicas apresentaram sobrevivência próxima de 94% a 97% em aproximadamente dez anos. :contentReference[oaicite:2]{index=2}
Portanto, tanto facetas quanto lentes bem indicadas podem apresentar longa duração.
Entretanto, nenhuma delas deve ser apresentada como permanente ou indestrutível.
Faceta ou lente pode quebrar?
Sim.
Ambas utilizam materiais resistentes, mas continuam expostas às forças da mastigação.
Além disso, hábitos como ranger os dentes, roer unhas, mastigar gelo ou abrir embalagens aumentam a sobrecarga.
Por isso, o dentista precisa avaliar a mordida antes do tratamento.
Quando necessário, também pode recomendar medidas de proteção.
Além disso, pequenas fraturas, lascamentos ou descolamentos estão entre as complicações descritas em estudos clínicos.
Porém, a existência dessas possibilidades não significa que sejam inevitáveis.
Qual delas é melhor para quem tem bruxismo?
O bruxismo exige avaliação individual.
Ele não transforma automaticamente facetas ou lentes em tratamentos proibidos.
Entretanto, forças excessivas podem aumentar o risco de complicações.
Por isso, o dentista precisa analisar intensidade do desgaste, contatos entre os dentes e padrão de mordida.
Além disso, dependendo do caso, pode indicar uma placa de proteção após a conclusão do tratamento.
Portanto, escolher simplesmente uma restauração mais grossa não resolve obrigatoriamente o problema.
Qual tratamento corrige dentes tortos?
Pequenas alterações de posição podem entrar no planejamento estético.
Entretanto, existe um limite.
Dentes significativamente desalinhados podem exigir muito desgaste se o dentista tentar corrigi-los apenas com cerâmica.
Nesses casos, ortodontia pode reduzir a necessidade de preparo.
Por isso, alinhadores ou aparelhos podem fazer parte do tratamento antes das facetas.
Assim, o profissional consegue reposicionar o dente e preservar mais esmalte.
Faceta ou lente pode fechar espaços entre os dentes?
Sim, especialmente em pequenos diastemas.
Entretanto, o profissional precisa analisar o tamanho do espaço e a largura dos dentes.
Se o espaço for grande, aumentar demais os dentes pode prejudicar a proporção.
Por isso, ortodontia ou uma combinação de tratamentos pode oferecer resultado mais equilibrado.
Além disso, a causa do espaço também precisa ser investigada.
Como funciona o planejamento antes de facetas ou lentes?
Primeiro, o dentista conversa com o paciente para entender suas expectativas.
Depois, avalia dentes, gengiva e mordida.
Além disso, fotografias, escaneamentos digitais e exames complementares podem ajudar a construir o planejamento.
Em seguida, o profissional analisa formato, proporção, linha do sorriso e relação dos dentes com o rosto.
Essa etapa evita um problema bastante comum: escolher um sorriso olhando apenas os dentes isoladamente.
Na prática, os dentes precisam conversar com lábios e face.
Christian Coachman, referência internacional em planejamento digital do sorriso, defende justamente uma abordagem orientada pela face antes de definir o desenho restaurador. :contentReference[oaicite:3]{index=3}
O que é mock-up e por que ele ajuda na escolha?
O mock-up permite testar uma proposta antes da restauração definitiva.
Depois de planejar o novo formato, o profissional transfere temporariamente essa simulação para a boca.
Assim, o paciente consegue avaliar comprimento, volume e proporção.
Além disso, o dentista observa fala, posição dos lábios e dinâmica do sorriso.
Esse processo também ajuda a definir quanto espaço existe para a cerâmica.
Portanto, o mock-up pode contribuir para decidir entre uma abordagem predominantemente aditiva ou uma faceta que exija preparo.
Pesquisadores como Pascal Magne também exploraram o uso de enceramento aditivo e mock-up como ferramentas para preservar esmalte durante o planejamento de facetas cerâmicas. :contentReference[oaicite:4]{index=4}
Faceta e lente precisam de tratamento de canal?
Não.
O tratamento de canal não faz parte automaticamente do processo de facetas ou lentes.
Quando o profissional trabalha de maneira conservadora, o objetivo é preservar a vitalidade do dente.
Entretanto, um dente que já possui problemas pulpares ou outras indicações pode precisar de tratamento endodôntico independentemente da restauração estética.
Por isso, realizar canal em dentes saudáveis apenas para colocar facetas não representa uma etapa normal do tratamento.
As duas técnicas são irreversíveis?
Isso depende da quantidade de preparo realizado.
Quando o dentista remove esmalte, mesmo em pequena quantidade, essa estrutura não se regenera.
Consequentemente, o dente passa a depender de uma restauração para manter a forma planejada.
Por outro lado, casos realmente sem preparo preservam a estrutura original.
Entretanto, mesmo nesses casos, a remoção futura da cerâmica precisa acontecer com cuidado.
Por isso, não é adequado vender lentes como se fossem um acessório que o paciente pode simplesmente colocar e retirar quando quiser.
Faceta e lente podem manchar?
As cerâmicas apresentam boa estabilidade de cor.
Por isso, costumam sofrer menos pigmentação superficial do que o esmalte natural.
Entretanto, os dentes que não receberam restaurações continuam mudando ao longo dos anos.
Além disso, a saúde das margens e da gengiva influencia a aparência.
Portanto, higiene e manutenção continuam essenciais.
Como cuidar de facetas e lentes de contato dental?
Os cuidados são bastante semelhantes.
Primeiramente, o paciente precisa manter escovação adequada.
Além disso, deve utilizar fio dental diariamente.
Outros cuidados incluem:
- evitar morder gelo e objetos muito duros;
- não abrir embalagens com os dentes;
- controlar hábitos como roer unhas;
- acompanhar sinais de bruxismo;
- realizar consultas periódicas;
- manter a gengiva saudável;
- procurar o dentista diante de trincas ou alterações na mordida.
Assim, o paciente protege tanto a restauração quanto a estrutura dental que existe por baixo.
Qual custa mais: faceta ou lente de contato dental?
Não existe uma regra universal.
O preço depende do material, número de dentes, complexidade, planejamento, necessidade de tratamentos prévios e fluxo utilizado.
Além disso, uma lente mais fina não significa necessariamente um procedimento mais simples.
Na verdade, restaurações extremamente delicadas podem exigir alto nível de precisão no planejamento e na fabricação.
Por isso, comparar apenas o preço por dente pode esconder diferenças importantes.
O orçamento precisa considerar o tratamento completo.
Qual é melhor: faceta ou lente de contato dental?
Nenhuma é automaticamente melhor.
A melhor alternativa é aquela que resolve o problema com menor custo biológico e boa previsibilidade.
Se o paciente precisa apenas acrescentar pequenos volumes, uma lente pode representar uma ótima escolha.
Entretanto, se existe necessidade de maior transformação, uma faceta pode oferecer mais liberdade.
Além disso, algumas pessoas não precisam de nenhuma das duas.
Por isso, tratamentos estéticos deveriam partir de um princípio simples: fazer somente aquilo que realmente precisa ser feito.
Diferença entre faceta e lente de contato dental em Garibaldi: como escolher?
Quem pesquisa a diferença entre faceta e lente de contato dental em Garibaldi deve procurar uma avaliação que considere mais do que espessura.
Primeiramente, o dentista precisa analisar posição dental.
Depois, deve verificar quantidade de esmalte, mordida, gengiva e resultado pretendido.
Além disso, precisa conversar sobre alternativas.
A Essence Odontologia Integrada trabalha com facetas e lentes de contato dental dentro dos tratamentos de estética do sorriso. Segundo a própria clínica, lentes costumam funcionar melhor para alterações delicadas, enquanto facetas podem atender mudanças mais amplas. O planejamento também considera mordida, posição dos dentes e preservação do esmalte.
Por isso, a decisão não precisa acontecer antes da consulta.
Na verdade, o diagnóstico é justamente aquilo que define qual técnica merece entrar no planejamento.
Conclusão: a diferença não está apenas na espessura
Entender qual a diferença entre faceta e lente de contato dental exige abandonar aquela comparação simplificada que circula nas redes sociais.
Sim, as lentes costumam ser mais finas.
Sim, facetas podem exigir preparos maiores em determinados casos.
Entretanto, esses pontos representam apenas uma parte da decisão.
O fator central é a condição inicial do dente.
Um dente pequeno, retraído ou com pouco volume pode permitir uma abordagem predominantemente aditiva. Nesse cenário, uma lente fina pode oferecer uma solução extremamente conservadora.
Por outro lado, um dente projetado para frente, muito escurecido ou com alterações maiores pode exigir mais espaço para receber a restauração.
Nesse caso, insistir em uma lente ultrafina sem preparo pode produzir excesso de volume ou limitar a estética.
Por isso, preservar estrutura não significa simplesmente proibir qualquer desgaste.
Preservar significa remover apenas aquilo que o tratamento realmente exige.
A literatura científica reforça a importância desse princípio. Facetas aderidas predominantemente ao esmalte apresentam resultados clínicos bastante favoráveis. Por isso, manter esmalte sempre que possível ajuda a construir uma base adesiva mais previsível. :contentReference[oaicite:5]{index=5}
Além disso, tanto lentes quanto facetas podem apresentar alta longevidade quando existe indicação correta, material adequado, boa adesão e manutenção. :contentReference[oaicite:6]{index=6}
Entretanto, nenhuma dessas restaurações deve funcionar como resposta automática para toda insatisfação estética.
Às vezes, clareamento resolve.
Em outros casos, ortodontia preserva muito mais estrutura.
Além disso, pequenas correções podem utilizar resina composta.
Por isso, um bom planejamento começa comparando possibilidades.
Outro ponto importante é a naturalidade.
A restauração mais fina não necessariamente será a mais bonita. Da mesma forma, uma faceta com maior espessura não precisa parecer artificial.
Cor, translucidez, textura, proporção e integração com o rosto fazem muito mais diferença.
Portanto, antes de perguntar “faceta ou lente?”, procure descobrir qual é o objetivo real do tratamento.
Na Essence Odontologia Integrada, em Garibaldi, a avaliação pode considerar essas diferentes possibilidades para definir uma estratégia individualizada.
No fim, a melhor restauração não é aquela que recebe o nome mais moderno. É aquela que entrega a mudança necessária preservando o máximo possível de um dente saudável.
Perguntas frequentes sobre a diferença entre faceta e lente de contato dental
Qual é a principal diferença entre faceta e lente de contato dental?
As lentes costumam apresentar menor espessura e funcionam melhor em alterações mais delicadas, principalmente quando existe espaço para acrescentar material. Já as facetas podem permitir mudanças mais amplas de forma, cor e proporção. Entretanto, a quantidade de preparo depende das características de cada dente.
Lente de contato dental não desgasta o dente?
Alguns casos permitem uma abordagem praticamente sem desgaste. Entretanto, outros precisam de pequenos ajustes para criar espaço e evitar excesso de volume. Por isso, não existe uma regra de que toda lente seja obrigatoriamente realizada sem preparo.
Faceta dura menos que lente de contato dental?
Não necessariamente. A longevidade depende de material, quantidade de esmalte, qualidade da adesão, mordida, bruxismo, higiene e acompanhamento. Tanto facetas quanto lentes podem apresentar bons resultados quando corretamente indicadas.
Como saber se preciso de faceta ou lente?
O dentista precisa avaliar formato, posição, cor, quantidade de esmalte, mordida e objetivo estético. Além disso, deve analisar se tratamentos mais conservadores, como clareamento, resina ou ortodontia, conseguem alcançar o resultado desejado.
“A reabilitação oral começa pela face.” Dr. Christian Coachman
Análise complementar, com base na internet:
Preservar esmalte pode favorecer a sobrevivência das facetas cerâmicas
Uma revisão sistemática e meta-análise avaliou facetas cerâmicas aderidas sobre esmalte, dentina e restaurações de resina preexistentes.
Os pesquisadores encontraram taxas de sobrevivência próximas de 99% para facetas aderidas predominantemente ao esmalte. Além disso, a exposição extensa de dentina apresentou taxas menores de sobrevivência e sucesso.
Por isso, preservar esmalte sempre que possível não representa apenas uma filosofia conservadora. Essa estratégia também encontra suporte nos resultados clínicos disponíveis.
Fonte: PubMed – Clinical survival and complication rate of ceramic veneers bonded to different substrates
Estudos laboratoriais também reforçam a importância do esmalte
Uma revisão sistemática de estudos laboratoriais avaliou sobrevivência, resistência de união e resistência à fratura de facetas sobre diferentes substratos.
Os resultados mostraram menor taxa de falhas quando as restaurações permaneciam aderidas ao esmalte em comparação com situações de grande exposição de dentina ou presença extensa de restaurações de resina.
Além disso, os autores destacaram a necessidade de utilizar protocolos específicos quando a dentina fica exposta.
Facetas sem preparo podem apresentar bons resultados quando corretamente indicadas
Uma revisão sistemática recente comparou facetas realizadas sem preparo dental e facetas convencionais.
Os estudos incluídos acompanharam 612 restaurações durante períodos de dois a nove anos. Os autores observaram bons resultados para ambas as abordagens e relataram sobrevivência média elevada para as facetas sem preparo.
Entretanto, isso não significa que a técnica sem desgaste seja adequada para todos. A posição e o volume original dos dentes continuam determinando se existe espaço suficiente para adicionar cerâmica sem produzir sobrecontorno.
Fonte: PubMed – Clinical Outcomes of No-prep Veneers and Conventional Veneers
O planejamento deve determinar a quantidade de preparo
Uma revisão sobre facetas convencionais e minimamente invasivas analisou aspectos como estética, longevidade, saúde periodontal, adaptação marginal e satisfação dos pacientes.
O conjunto dos estudos reforça que a decisão entre uma técnica convencional e uma abordagem mínima depende das características clínicas.
Por isso, o profissional não deveria escolher primeiro o nome da técnica e depois tentar encaixar o paciente nela. O raciocínio deve acontecer na direção oposta: primeiro planejar o resultado e, então, determinar quanto preparo será realmente necessário.
Fonte: PubMed – Conventional Versus Minimally Invasive Veneers: A Systematic Review
Tanto facetas quanto lentes podem apresentar alta longevidade clínica
Uma revisão sistemática e meta-análise avaliou diferentes materiais cerâmicos utilizados em facetas laminadas.
Os resultados mostraram taxas de sobrevivência de aproximadamente 94% a 97% para diferentes cerâmicas em acompanhamento médio próximo de dez anos.
Além disso, as complicações variaram conforme o material utilizado. Portanto, a longevidade não depende apenas da espessura ou do uso do termo “faceta” ou “lente”. Material, adesão, preparo, mordida e manutenção também exercem influência.
Fonte: PubMed – Survival and Complication Rates of Ceramic Laminate Veneers
Mock-up e planejamento aditivo ajudam a preservar estrutura dental
Pascal Magne e Michel Magne publicaram uma abordagem utilizando enceramento aditivo e mock-up diretamente na boca para orientar o preparo das facetas.
O conceito permite visualizar previamente o volume final desejado e, dessa maneira, identificar exatamente quais áreas precisam de redução.
Além disso, essa estratégia ajuda a preservar esmalte porque evita remover estrutura de maneira padronizada antes de saber qual será o formato final da restauração.
Fonte: PubMed – Use of additive waxup and direct intraoral mock-up for enamel preservation
A Essence diferencia lentes e facetas pela necessidade real de transformação
A Essence Odontologia Integrada apresenta tanto facetas quanto lentes de contato dental dentro dos tratamentos de estética do sorriso.
Segundo a clínica, lentes costumam apresentar menor espessura e atender modificações mais delicadas. Já as facetas podem ser utilizadas quando o paciente precisa de uma transformação mais ampla.
Além disso, o planejamento considera posição dos dentes, mordida, quantidade de esmalte e características faciais. Assim, a escolha busca preservar estrutura saudável sem limitar o resultado estético.